A Saúde Mental em Portugal

“Mente sã em corpo são”, a saúde mental é a base do bem-estar geral.

Ouvimos, cada vez mais, falar sobre a saúde mental, mas em que consiste uma “boa” saúde mental?

Consiste em: Capacidade de adaptação a novas circunstâncias de vida/mudanças; Superação de crises e resolução de perdas afetivas e conflitos emocionais; Ter capacidade de reconhecer limites e sinais de mal-estar; Ter sentido crítico e de realidade mas também humor, criatividade e capacidade de sonhar; Estabelecer relações satisfatórias com outros membros da comunidade; Ter projetos de vida e, sobretudo, descobrir um sentido para a vida.

Quando existe algum tipo de sofrimento emocional em que a rede de suporte familiar ou amigos não for suficiente para os resolver, é necessário pedir ajuda a profissionais do sector (médico de família e psicólogo).

A redução da qualidade da saúde mental ocorre por motivos pessoais, circunstanciais e constitucionais, há pessoas mais vulneráveis emocionalmente a acontecimentos de vida adversos. Assim, há acontecimentos de vida que, nalgumas pessoas resultam numa doença mental, particularmente a nível de perturbação da ansiedade ou do humor (depressão, isto é, tristeza patológica pela intensidade e/ou duração). A par destas perturbações mentais comuns, que em Portugal têm uma elevada prevalência (anual 22,9%; 42,7% ao longo da vida), também existem doenças mentais graves (cerca de 4%), que podem exigir cuidados especializados médicos (de psiquiatria), com eventual recurso a internamento e comum evolução crónica (dados da DGS 2019).

Em Portugal as perturbações mentais mais comuns são uma das principais causas da baixa produtividade no trabalho, (existe um elevado número de baixas em diversos sectores). Para agravar, o nosso país é, há anos, o maior consumidor europeu de benzodiazepinas (os tranquilizantes mais frequentes ou ansiolíticos), e, com valores relevantes nos antidepressivos e nas bebidas alcoólicas. Quer as benzodiazepinas quer o álcool induzem dependência e tolerância, tendo, entre outros, um efeito meramente sintomático, ou seja, não interferem na origem do sofrimento psíquico, “atenuam” os sintomas da doença mas com várias contra indicações a nível da memória (problema que poderá levar a quadros demenciais), a toma prolongada de benzodiazepinas pode levar a comportamentos de risco e, o abuso de bebidas alcoólicas pode induzir à depressão.


É possível promover a saúde mental? Como e quando o podemos fazer?

A promoção da saúde mental está presente desde o início da vida, refletindo-se na adaptação e na satisfação com que se cresce e na capacidade de resolver adversidades. A saúde mental pode sofrer desequilíbrios ao longo da vida. A intervenção precoce, em certos casos, previne complicações futuras e, noutros, facilita a recuperação e a reinserção social nas situações mais crónicas.

A investigação clínica e psicológica evidencia a importância das primeiras experiências de vida para o desenvolvimento futuro. Por isso a prevenção da saúde mental faz-se desde a gravidez, sendo esta uma fase do ciclo de vida fundamental. Uma criança não existe sem uma família; quando nasce um filho, nascem também os pais. Mesmo na ausência física de uma das partes, a função parental está simbolicamente representada. O vínculo estabelece-se pelo afeto. O bebé precisa do amor e da confiança dos pais, mas também precisa de aprender as regras e os valores da sociedade onde vive. A família é o núcleo da sociedade e é na infância que se constroem os alicerces da cidadania.

Mas como se educa uma criança? Durante a infância as crianças devem ser protegidas e, simultaneamente, ser viabilizada a criação de laços seguros e estáveis com os cuidadores, para que aquelas venham a desenvolver confiança no mundo e em si próprias – uma forte ligação prepara uma melhor autonomia.

Comece por escutar a sua criança, estando atento às suas necessidades e singularidades. Encoraje-a, conhecendo os seus pontos fortes mas também reconhecendo as suas fragilidades e dificuldades. Não basta dar conselhos: é mais importante dar o exemplo. Defina as regras e transmita-as de uma forma perceptivel; as consequências do incumprimento devem ser claras, assim como as recompensas.

Investigações revelam que algumas pessoas que desenvolvem doença mental na vida adulta manifestaram sinais ou tiveram episódios críticos durante a infância. Algumas doenças mentais não podem ser evitadas mas, podemos minorar o seu impacto e melhor a qualidade de vida.

É muito importante ser coerente com os seus valores e assumir os próprios erros. Evite culpar os outros e a si próprio e aproveite a experiência para aprender.

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