Artigo de Opinião: "A importância da empatia nas crianças"


Quase todos os dias ouvimos falar de ser empático, de ter empatia para com os outros...mas o que significa?


A empatia envolve a capacidade de nos posicionarmos no lugar do outro para compreendermos a sua realidade interna, independentemente da pessoa em questão, de estarmos ou não de acordo com ela ou de simpatizarmos ou não com ela.

A empatia genuína está ao serviço da comunhão emocional, da aceitação e do respeito pelo outro e pela sua realidade, o que implica, por vezes, ir contra as nossas próprias ideias e crenças.


Na Dinamarca (considerado o país mais feliz do mundo), o sistema educacional inclui, desde 1993, aulas obrigatórias que ensinam a empatia a alunos dos 6 aos 16 anos. Defendem que aprender a ter e praticar empatia ajudará as crianças e jovens a construir relacionamentos evitando o assédio moral e a obter sucesso. Nestas aulas os alunos conversam e partilham os seus problemas (pessoais ou relacionados com a escola) e, juntamente com o professor e restantes alunos, discutem formas de resolver os problemas. Aqui os alunos aprendem a importância da escuta e do respeito mútuo. Em vez de se concentrarem em serem os melhores (atitude individualista) os alunos trabalham em equipa para o desenvolvimento dos seus talentos mas também para ajudar os colegas que têm mais dificuldades nas mesmas áreas.


A boa capacidade empática pode ser entendida como a capacidade de entender o outro tendo como enquadramento a realidade deste e nunca utilizando como referência a nossa própria experiência.


Vivemos em sociedades hiperconectadas, ou seja, estamos ligados ao mundo mas não estamos “ligados” a quem está ao nosso lado, as relações e as noções morais são, por vezes, fluidas e a preocupação com o outro nem sempre é uma prioridade. Nesse cenário, a falta de empatia pode ser associada a problemas como o bullying, a intolerância, o preconceito e a violência.


Em 2011, durante a conferência anual da Associação Americana para o Avanço da Ciência, nos Estados Unidos, uma equipe de pesquisadores apresentou dados de que a falta de empatia em crianças entre 7 e 12 anos pode ser sinal de futuros actos antissociais, podendo suscitar até mesmo comportamentos severamente violentos, tornando-se em um risco para psicopatia na fase adulta.


É importante ressaltar que ensinar empatia às crianças, em casa ou nas escolas, é fazê-las entender a visão e os valores do próximo, é ensinar a criança a colocar-se no lugar do outro.

A habilidade empática pode ser positiva para o futuro das crianças ao promover a satisfação nos relacionamentos, aumentar a habilidade de superar adversidades, de lidar com diferenças e conflitos e trazer benefícios na saúde, nos estudos e na carreira profissional.


Na próxima edição vamos falar um pouco sobre a forma de ensinar a empatia em casa e na sala de aula.

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