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Dia da Consciencialização do Autismo

As perturbações do espectro autista enquadram-se no grupo de perturbações mais severas com que os profissionais em saúde mental infantil lidam, dadas as suas repercussões no funcionamento da criança em áreas como as da socialização, comunicação e aprendizagem e a incerteza relativamente ao prognóstico. A Perturbação do Espectro do Autismo caracteriza-se por apresentar um défice significativo nos processos de aquisição das habilidades comunicacionais e linguísticas, causando um impedimento severo em diversas áreas do desenvolvimento, que constituem a interacção social, comunicação verbal, não verbal e comportamental. Este comportamento é visível através de: - ausência de contacto visual e emocional com as outras pessoas; - ausência de fala; - estereotipias, obsessão por rotinas familiares; - fascínio por objectos e utilização do interlocutor como mediador de situações e/ou uso do objecto (Oliveira, A., 2009). Segundo Dunlap, Pierce & Kay, (1999) as principais características das pessoas com autismo parecem residir nas dificuldades de desenvolvimento da comunicação verbal e não verbal, relacionamento social e actividades lúdicas, ou seja, nos domínios social; cognitivo e linguístico.

As características da criança com Perturbação do Espectro de Autismo manifestam-se desde o nascimento, estas crianças são tidas como estranhas: - raramente choram; - não reagem à presença da mãe, - não respondem a sorrisos; - não mostram interesse por objectos; - por vezes as vocalizações iniciais podem não surgir, ou estar atrasadas. - entre os seis e doze meses, a criança recusa a introdução de alimentos sólidos; - apresenta dificuldades em sentar-se ou gatinhar; - não é afectuosa; - sente dificuldade em articular palavras simples e não olha nem aponta para os objectos. A intervenção adequada desta patologia deve ser personalizada e adequada a cada indivíduo, devendo compreender componentes farmacológicos (quando e se necessário, dependendo do grau de severidade), comportamentais, educacionais e psicológicos. As intervenções na comunicação/linguagem são de uma grande importância nas crianças com PEA, uma vez que o desenvolvimento desta é o preditor mais forte de resultados no autismo, ou seja, torna-se indicador de um bom ou mau prognóstico. O Terapeuta da Fala na intervenção com crianças com PEA O Terapeuta da Fala (TF) pode intervir junto de crianças com PEA que apresentem irregularidades linguísticas específicas, tal como a ecolália ou o mutismo.

 

Apresentando como objectivo principal a diminuição a frequência ou até mesmo eliminar as formas pré-simbólicas não convencionais (por exemplo, gritos), substituindo-as por “instrumentos convencionais de comunicação, pré- simbólicos e simbólicos, alargando as suas intenções comunicativas às categorias pragmáticas não utilizadas”.

 

Nas crianças que apresentam linguagem oral (fala), a TF foca-se fundamentalmente no desenvolvimento da compreensão e expressão verbal, nomeadamente da semântica e pragmática. Se esta terapia for eficaz e eficiente, pode permitir às crianças autistas uma maior autonomia e independência, desenvolvendo também uma maior motivação para comunicar.

Além da intervenção na área da Linguagem/Comunicação a intervenção da TF foca-se também nas dificuldades de alimentação com base sensorial, intervindo conjuntamente com o terapeuta ocupacional, numa perspectiva de equipa multidisciplinar, com o objectivo comum, dentro de cada uma das áreas de intervenção, melhorar e adequar a motricidade e sensibilidade oral para a alimentação.

 

O Terapeuta da Fala Pode Ajudar e Fazer a Diferença!

 

 

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